Quinta-feira, Maio 15, 2008
Sexta-feira, Março 07, 2008
Segunda-feira, Setembro 10, 2007
Terça-feira, Maio 15, 2007
Quinta-feira, Abril 26, 2007
COM FUSSÕES SEM FISÃO
Lágrimas em gotas
De estrelas
Com brilho emprestado
De velas apagadas
E piscando ao som
De folhas que caem
Flores branco e preto
Colorindo meu jardim
Pontos brilhantes
Rodeiam a bola escura
Escondida na noite
De céus amarelos
De sol
Astros miam como ventos
Aparecidos a holofotes
Não se escondem
Dos meus passos
Cala a noite
Cala frios picolés
Nada sob bolas vermelhas
Queimadas de gelo
Pegam fogo entre
A chuva vermelha de sangue
Dolorosa em verdes campos
Iluminados pela noite
De estrelas
Lágrimas em gotas
________________(Fábio Pazzini)
(Fabio Pazzini - atualizado em 26 de abril 2007)
Quinta-feira, Outubro 26, 2006
Quinta-feira, Agosto 24, 2006
GOLE DE CACHAÇA

Como um gole de cachaça
________ ardendo na goela
Ritmos tribais agitando pedaço por pedaço
__________________do teu corpo
Fervente a lava do teu vulcão
Como loucura insaciável
____________esfregada
____________amassada
____________abraçada
__________________e beijada
Como bola de gude
____________ladeira abaixo
____________numa segunda-feira
__________________de chuva
___________________(Fábio Pazzini)
(Fabio Pazzini - atualizado em 26 de abril 2007)
Segunda-feira, Agosto 21, 2006
AYAHUASCA / ROUGE

AYAHUASCA
Entre Totomoxtle e Coatzintlali,
tombou um cacto
eletrônico
Coiotes passam
dissimulados, uivando
cóleras encouraçadas
descrevem órbitas
os olhos vidrados
do apache
Escavar rugosidades
no corpo inerte
labirintos traçados
com artifício, des-
sangrar o mártir
expor o cerne
escancarado, extrair
a víscera
a palavra
-hóstia-
ingerí-la
e ver
os vermelhos
Mas allá
de todo o sentido
de toda a forma
Quinta-feira, Julho 13, 2006
ERUPÇÃO

O
toque
rarefato, primeiro
feixe sobre a retina
interiores despertos
por signos voláteis
surda infusão
perceber o branco, fragmentá-lo
em faces
sorrateiro e túrgido, um seio
um veio de ouro, um braço
corre feito cavalo insone
libélulas arfam
incongruências, gravar o magma
em imóveis andores,
lapidar os escombros
para que, altaneira,
a folha paire ilesa
e se vista de orvalho
(Ana Ramiro)
Quarta-feira, Julho 12, 2006
ORIGAMI URBANO

..
A cada vinco, mudanças
na química do asfalto
..
embotar o gris, romper
a lápide que se estende
sob o casco humano
..
céu de agapanto
..
conformar-se,
seguir a lógica da nuvem
entrevista na sala de espelhos
..
nos sulcos dos rostos
trincheiras de ausência
transeunte
..
busca obstinada, a seiva
nas saliências
..
e o papel domado se rende
ao pequeno órfão, canto
dobrado
..
celebrar a estatuária
em diminuta escala,
..
celulótico
poema
(Ana Ramiro)
ArtesimbiÓtica
Sexta-feira, Julho 07, 2006
FABIO PAZZINI
Como eu me sinto um enrolão! Eu, que pisei neste mundo dos computadores muito antes de muita gente sonhar que poderia ter um em casa (quem aí sabe o que foi o CP-200?), que já estava em grupo de discussão quando a internet estava recém começando (naquela época se chamavam listas de e-mail) , e que conheci essa parceira aqui, Ana Maria Ramiro, através da própria internet, naqueles tempos de listas, como posso ter demorado tanto pra escrever as minhas primeiras linhas de um Blog?Coitada da Ana, que me ouve (o certo é dizer "que me lê") dizer há tanto tempo que quero fazer um blog. Se não fosse ela me empurrar blog adentro, talvez ainda demorasse uns anos...
Sejamos benvindos!
ANA RAMIRO







